sexta-feira, 14 de setembro de 2007

DORES DO MUNDO

Uma das grandes vantagens das mulheres sobre nós é a coragem, o destemor, de chorar em público. Se o choro vem, as mulheres não congelam as lágrimas, como os moços, pobres moços... Não guardam as lágrimas para depois, como sempre adiamos, não levam as lágrimas para chorar escondidos em casa.

Pior ainda é o homem que não chora nunca. Além de fazer mal ao coração, esse tipo não merece muita confiança. As mulheres não, falo da maioria das moças, desabam em qualquer canto e hora. Se estão mal de amor, choram na firma, no escritório mesmo, na fábrica, choram no trânsito, choram no metrô, simplesmente choram.

Como invejo as lágrimas sinceras das fêmeas.

Quantas vezes a gente não se preserva, por fraqueza, enquanto as lágrimas, em cachoeira, batem forte no peito machista e viram apenas pedras do gelo do uísque.

Como invejo as mulheres que misturam sim o trabalho com o drama heavy metal da existência. Desconfio da frieza profissional, das icebergs de tailleur, que imitam os piores homens e guardam tudo para molhar o travesseiro solitário numa noite de inverno.

Ora, as mulheres podem ser infinitamente poderosas, administrarem plataformas de petróleo nos mares... e chorarem um atlântico diante de uma alma perra e sem cuidados.

Lindas e comoventes as mulheres que choram em público, nas ruas, nos bares, nos restaurantes, nas malocas, no táxi. São antes de tudo umas fortes. Tristes dos que estranham ou ficam envergonhados com o mais verdadeiro dos choros. O medinho do macho diante do pênalti que vale uma vaga no torneio da dignidade.

Texto escrito por Xico Sá

http://carapuceiro.zip.net/
Brigas, alguns dizem que sem elas o amor perde a graça. E essa teoria é sustentada por uma “simples” explicação: depois de uma briga o casal faz amor como se fosse a primeira vez, tamanho é o carinho com que ambos tocam seus corpos. Concordo com essa teoria: nada melhor do que uma boa noite de amor depois de uma fervorosa briga de casal.

Agora nada me deixa mais sentido do que o choro feminino. Quando, no auge da discussão, a mulher começa a soluçar e derramar lágrimas que parecem infinitas. Confesso que perco o chão quando isso acontece e esqueço até o motivo da discórdia. Passo então a fazer mimos e a tentar secar aquele rio de lágrimas que escorrem pelo rosto sempre belo de uma mulher.

Felizes das mulheres que choram no meio de uma discussão caseira, por que as que usam dessa arma sabem que dominam o homem. E como é bom ser dominado por uma mulher.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007


Apenas uma coisa a declarar: "ISSO É UMA VERGONHA"

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

PRA TE LEMBRAR

Quando falo de amor
Refiro-me a algo que nem sei o que significa
Porém sei que é algo único
E dura para toda a vida

Quando falo em ti
Não sei direito no que penso
Mas sei que jamais irei esquecer
O teu jeito de dizer –eu te amo-

Quando sonho com você
Sinto os teus lábios nos meus
O teu cheiro parece ser mais doce
E o teu corpo mais macio

Sei que um dia nos reencontraremos
Em algum caminho das nossas vidas
Então saberei o que me fez te guardar em mim
E o por que de ter vivido
Tão intensamente essa paixão

Nesse dia irei te presentear com a tua lembrança
Uma parte que só viveu em mim
E que dentro desse imenso amor
Moldou-te a mulher mais cheia de luz
Mais feliz
Mais desejada
Mais amada
Então saberei a razão
De ainda guardar tudo que me lembre você.


NIELSEN FURTADO

domingo, 26 de agosto de 2007

TRÊS

Eu, Madson e Carol, estavamos em um bar no BECO DAS TRÊS bebendo umas três dúzias de cerveja. Por volta das Três da manhã, chegaram em três viaturas uma três dúzias de policiais. Os “educados” senhores da lei nos avisaram que teriam que fechar o estabelecimento naquele momento. Em princípio fiquei um pouco chateado, pois ainda haviam três “grampolas” esperando por um triplo de hora de prazer incessante. Mesmo contrariado fui para o lar e chegando em casa fui comer uma mistura que todo bom maranhense gosta, um prato com ovo, feijão e arroz. Dormir umas três horas, quando acordei vi na televisão uma discussão sobre a tridimensionalidade em que vivemos. Confesso que me interessei pelo assunto e pensei comigo, três é o número da vida, quando duas pessoas se amam e decidem ter um filho, esse casal passa a ser três, que é a metade de cada um dos dois.
Pensei nisso durante três horas e só chegava à conclusão de que o número três era mais complexo ainda. Às três da tarde me dirigir ao bar onde sempre tomo minhas três dúzias de cervejas do sábado. Ao chegar no lugar onde só é bom por que encontramos velhos conhecidos. Sentei-me em companhia de Diogo e Madson, pedimos a primeira para esse que vos fala e a terceira para os outros dois. Puxei o assunto da complexibilidade do número e passamos umas três horas de discussão ininterrupta. Quando terminamos a tão famigerada discussão, chegamos à conclusão de que nada sabíamos em relação ao tema principal daquela conversação. Por mais umas três horas conversamos sobre determinados assuntos, bebemos mais umas três dúzias de cervejas e quando nos preparávamos para ir embora, eis que chegam no buteco três maravilhosas mulheres. A ala masculina ficou descontrolada e havia motivos triplos para aquela reação. As garotas além de lindas e interessantes, satisfaziam as três raças. Todos brigaram e fizeram de tudo pela atenção das garotas. O consumo de álcool já era descontrolado e todos falavam muitas coisas e não diziam nada. Foi então que um dos nossos amigos, frequentador assíduo do bar em questão gritou:
- E ai gatinhas, tenho três motivos para ficar com uma de vocês!
Então a loira pediu a ele que falasse quais seriam. Sem muita conversa o rapaz respondeu:
- Primeiro, vejo que as moças estão sem companhia. Segundo, tenho certeza que a minha companhia será agradável. Terceiro, vou sentar com vocês para saber qual é a que mais combina comigo.
A loira se levanta e fala em alto e bom tom:
- Fique sentado ai por favor. Falarei-te o que gosto nos homens. Primeiro, cavalheirismo. Segundo, que seja atraente e terceiro, que seja o oposto de você.
O rapaz não ficou atrás e respondeu perguntando:
- Então de três chances agora só tenho duas?
A morena respondeu com uma classe nunca antes vista pelos meus olhos:
- Pois bem amorzinho, senta aqui ao nosso lado por que nós duas podemos ficar com você, isso é, se meu amor quiser participar de um trio amoroso... O rapaz com a cara assustada não entendia nada e morena continuou. Por que eu e ela moramos juntas, ou melhor nós dois moramos juntos.
O silêncio foi tão grande que chegou a doer no meu ouvido. Pagamos a despesa e saímos com um sorriso cínico na cara, também estavamos aliviados de não termos sido vítimas daquele trio.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Dia 21 de agosto, fez exatamente 18 anos da morte de Raul Seixas. Muitas histórias ouvi e li em biografia do cantor. Raul foi um artista que influenciou e ainda influência muitas gerações. Partes de músicas suas são levadas como hinos por toda uma vida. Em relação a esse que vos escreve, posso dizer que sempre um maluco beleza. Nunca me importei muito com convenções e nem em viver de acordo com o que todos acham certo. Sou e sempre fui uma eterna metamorfose ambulante, nego os conceitos pré-estabelecidos de uma sociedade hipócrita. Não sou aquele idiota, ridículo e limitado que só usa 10% da sua cabeça. Não! quero ser diferente, quero ter a liberdade de errar e acertar sem que ninguém diga o que é certo ou errado. Uma professora comentou um dia em sala, que os homens lutaram muito tempo pelo direito de serem iguais, hoje lutam pelo direito de serem diferentes. Cada pessoa é um universo abstrato e desconhecido para o mundo, isso é que difere os seres nesse espaço sideral com limites pré-estabelecidos.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

CANÇÃO DOS BÊBADOS EXILADOS

Minha terra tem cachaça,
Que domingo bebo no bar;
Os bêbados daqui,
Não são iguais aos de lá.

Nossos bares têm mais licores,
Nossas bebidas têm mais sabores,
Nas serestas dessa vida,
O boêmio encontra amores.

Em beber, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem cachaça,
Que domingo bebo no bar.

Minha terra tem licores,
Que tais não encontro eu cá;
Em beber - sozinho, à noite –
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem cachaça,
Que domingo bebo no bar.

Não permita deus que de cirrose eu morra,
Sem que eu volte a beber lá;
Sem que desfrute dos calores
Das meretrizes que não encontro por cá;
Sem qui’nda aviste as cachaças,
Que domingo bebo no bar.


Nielsen Furtado